• Maiara Ribeiro

Quem fala com todo mundo, não fala com ninguém

Essa frase é dolorosa, ainda mais por que ela dá a impressão de que você está abrindo mão de algo muito grande. Mas acredite, limitar com quem você se comunica e o que comunica, não é uma coisa ruim. E não, não irá faltar pessoas para te ouvir. Tenho certeza que tu se surpreenderia em saber o tamanho do público que você pode alcançar mesmo que segmente ele.


Imagem: Solen Feyissa - Unsplash


O fato é, quando você tenta falar com todo mundo, o que acontece é que tu se torna muito “avulso" isso porque, quando a gente imagina que vai falar com todo mundo, a tendência é usar uma linguagem neutra, sem o teu tempero ou como eu prefiro dizer uma linguagem sem alma.


Aquele conteúdo, não é você, não tem a sua cara (não no sentido literal) e nem seu tom de voz. Além disso, aposto que você tem medo de mostrar suas facetas, se expressar e ser quem você é. Apesar de ser verdade quando falam que ninguém é na vida real, como é na internet (e tá tudo bem) o fato é que você PRECISA mostrar pelo menos um pouco sobre como e quem é você, afinal é isso que gera conexão entre as pessoas. E uma que se conecta é uma audiência aquecida.


Outro ponto negativo em querer falar com todo mundo é a falta de alinhamento e estratégia no seu conteúdo. Fica confuso saber o que falar quando você tem o mundo inteiro para te ouvir.


Uma boa linha editorial tem o poder de atrair muitas pessoas e você não vai querer atrair muitas pessoas que não são "''qualificadas"" para o seu negócio.


Fale com quem é apaixonado (ou minimamente interessado) pelo o que você fala e isso fará com que as pessoas se apaixonem por você/sua marca.




Como definir com quem vou falar?

A ideia principal aqui, é você conseguir definir seu nicho, persona (ou público-alvo) e quem você é. Sim, quem você é… cuidado com a crise existencial viu?


Um dos caminhos para isso é ver é como uma empresa, o que a sua empresa oferece, como, de que forma, qual transformação meu produto/serviço oferece?.


Agora pense em você como uma pessoa, quem você é, o que você gosta, quais são seus medos, dores, aspirações e o que você mais ama falar? Documente tudo isso e depois pense em quais pessoas estariam interessadas em ouvir você e sua empresa. Qual nicho você se encaixa? Qual fatia do mercado você abrange?


Tu também pode fazer o caminho inverso: Em que mercado eu atuo? Qual o meu nicho? Quem eu quero atingir etc..


Aaah, e você pode ter mais uma persona, mas eu recomendo você começar pensando em apenas uma. A sua persona principal!


Obs: Sim, definir essas coisas pela primeira vez é um surto mental. Você vai supor essas coisas e é provável que você esteja errado, mas tudo bem por que só quando você começar a pôr o pé na água, começar a criar conteúdos e construir uma audiência para poder validar tudo isso. APENAS COMECE!



E agora que eu já sei com quem eu vou falar?

Agora é partir para criação de conteúdo definindo sua linha editorial e SEMPRE que você tiver alguma ideia de conteúdo você deve pensar: Será que esse conteúdo é relevante para a minha persona? Se a resposta for sim ótimo, se a resposta for não e ainda sim você quiser postar, não é o ideal, mas vai que dá bom né? Afinal é só com o tempo e muita pesquisa que descobrimos de fato quem é a nossa persona real.


Só um alerta: Cuidado com seus testes, porque a criação de conteúdo tem o poder de atrair muitas pessoas e você não vai querer atrair muitas pessoas que não são “qualificadas” para o seu negócio, vai por mim.



“Fale com quem é apaixonado pelo o que você fala e isso fará as pessoas se apaixonarem por você.”


Gostou do conteúdo? Considere deixar uma curtida e ficar de olho nas próximas postagens <3


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